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Brunello di Montalcino 2021 Abbadia Ardenga: ficha técnica, estilo e harmonização

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O Brunello di Montalcino DOCG 2021 da Abbadia Ardenga é um Sangiovese 100% de Torrenieri, no lado de Siena da colina de Montalcino, envelhecido 24 meses em tonéis grandes de carvalho da Eslavônia. É um Brunello de estilo tradicional: fruta vermelha madura, taninos firmes e uma estrutura feita para a mesa e para a guarda. Abaixo estão a ficha técnica, o que esperar no copo e como servir.

Ficha técnica

ProdutorAbbadia Ardenga (Torrenieri, Montalcino)
DenominaçãoBrunello di Montalcino DOCG
Safra2021
UvaSangiovese 100%
ConduçãoGuyot
ColheitaManual, no início de outubro
FermentaçãoTanques de aço inox, cerca de 18 dias
Amadurecimento24 meses em botti (tonéis grandes) de carvalho da Eslavônia + 4 meses em garrafa
Rendimento50 quintais por hectare
Dados da ficha técnica da vinícola.

O território: Torrenieri e o galestro

Montalcino é uma pequena cidade medieval na província de Siena, na Toscana. Os vinhedos da Abbadia Ardenga ficam na encosta voltada para Siena, com exposição sudoeste, o que garante bastante sol na fase de maturação.

O solo é de galestro, uma marga argilosa e friável muito típica da Toscana central. Ele drena bem e obriga a videira a trabalhar, o que costuma dar ao Sangiovese taninos firmes e boa capacidade de envelhecimento.

Quem está por trás da Abbadia Ardenga

A Abbadia Ardenga pertence à Società di Esecutori di Pie Disposizioni, uma antiga instituição beneficente de Siena. A adega fica na Via Romana, em Torrenieri, a parte mais ao norte da zona do Brunello. O Brunello é apresentado pela própria vinícola como o seu rótulo mais representativo.

Como é feito

A colheita é manual, começando no início de outubro, com seleção dos cachos ainda no vinhedo. A fermentação acontece em aço inox e dura cerca de 18 dias.

Depois vêm 24 meses em botti, os tonéis grandes da tradição toscana, feitos de carvalho da Eslavônia (região da Croácia). Por serem grandes, eles têm pouca superfície de contato em relação ao volume: a madeira arredonda o vinho sem marcar com baunilha e tosta, como faria uma barrica pequena francesa. Por fim, o vinho descansa pelo menos 4 meses em garrafa antes de sair. Pelas regras da denominação, um Brunello só pode ser vendido a partir de 1º de janeiro do quinto ano após a colheita, por isso o 2021 chega ao mercado em 2026.

O que esperar no copo

Segundo a descrição da vinícola, a cor é vermelho-rubi com reflexos granada. No nariz, o perfume é amplo e etéreo, com frutas vermelhas e do bosque (cereja madura, amora) e um toque de especiarias. Na boca, é encorpado, quente e aveludado, com taninos presentes, mas integrados, e final longo.

Harmonização

A própria vinícola indica dois caminhos, e os dois funcionam muito bem no Brasil:

  • Carnes assadas e de cozimento longo: costela no forno, cordeiro, cupim, ragu de javali. A gordura e a proteína suavizam os taninos.
  • Queijos curados: Parmigiano Reggiano, Pecorino Toscano stagionato, Grana Padano ou um bom queijo canastra curado.
  • Massas com molho rico: pappardelle ao ragu, lasanha à bolonhesa, risoto de funghi.

Como servir

  • Temperatura: entre 16 °C e 18 °C. No verão brasileiro, “temperatura ambiente” é quente demais: deixe 20 minutos na geladeira antes de abrir.
  • Oxigenação: um Brunello jovem como este 2021 se beneficia de decantação de uma a duas horas.
  • Taça: de bojo amplo, tipo Borgonha ou “grand cru”, para abrir os aromas.

Potencial de guarda

Pela estrutura e pelo estilo tradicional, é um vinho para beber com calma ou guardar. Já pode ser aberto agora com decantação, mas tende a ganhar complexidade (notas de couro, tabaco, ervas secas) ao longo de 5 a 15 anos em adega bem armazenada.

Vale a pena?

Para quem quer conhecer um Brunello clássico, de produtor tradicional e sem excesso de madeira nova, o Abbadia Ardenga 2021 é uma boa porta de entrada para entender por que Montalcino é uma das grandes denominações da Itália. É um vinho que pede tempo, comida e companhia.

Brunello e Chianti Classico usam a mesma uva, mas são vinhos bem diferentes. Entenda as diferenças no guia definitivo do Chianti Classico.

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